DESEJO ENGRAVIDAR

(Para mulheres/parceiros com problemas de infertilidade ou que apenas desejam engravidar de maneira saudável)

 

A adequação nutricional da gestante deve iniciar mesmo antes da concepção, pois serão essas reservas nutricionais, criadas no período pré-gestacional, que estarão nutrindo o embrião e formando a placenta no primeiro trimestre. É importante lembrar que é justamente no primeiro trimestre que as replicações celulares serão maiores (por isso uma maior demanda de nutrientes será necessária). É também nesse período, que muitas gestantes sofrem perdas de nutrientes ingeridos por hiperêmesegravídica (vômitos durante a gestação). É importante salientar que uma placenta quando é formada em boas condições de estado nutricional (e isso deve começar previamente), sofre menos risco de sofrer um descolamento, parto prematuro ou aborto.

Existem nutrientes que devem ser suplementados em até dois meses antes da gestação (ex: ácido fólico e outros).

Além das reservas nutricionais para receber seu bebê, a intervenção nutricional também pode favorecer o uso de nutrientes específicos para otimizar a saúde geral e melhorar a atividade dos órgãos reprodutores.

 

Você sabia?

 

A infertilidade também pode ser uma desordem associada ao excesso de peso e à obesidade em mulheres e também em homens.

 

Consequência negativa para as mulheres:

 

Nas mulheres,os estremos da magreza ou do sobrepeso comprometem seu estado de fertilidade. O decorrente da magreza excessiva por anorexia, ou atividade física excessiva, pode acarretar amenorreia e incapacidade reprodutiva. Já o excesso de adiposidade corporal, especialmente na região abdominal, tem relação com ciclos menstruais irregulares, redução de taxas de fertilidade espontânea ou assistida e aumento do risco de aborto.

O hiperinsulinismo (aumento dos níveis de insulina no sangue), decorrente da obesidade abdominal, leva à supressão da síntese hepática da proteína ligadora de hormônios sexuais (SHBG), que tem a função de transportar os hormônios sexuais para os tecidos-alvo. Ocorre também um aumento da produção ovariana de testosterona.  Os altos níveis de testosterona em mulheres causam androgenia e infertilidade. Além disso, com baixos níveis de SHBG, o estrogênio (hormônio responsável por estimular o crescimento do endométrio e a síntese de LH, que é um outro hormônio que induz a ovulação) e outros hormônios sexuais importantes, ficarão em níveis altos na corrente sanguínea, e não serão adequadamente transportados para os tecidos-alvo, onde precisam atuar para que a fertilidade seja possível.

Androgênios e insulina têm efeito inibitório sobre a produção de SHBG e a secreção das gonadotropinas hipofisárias: hormônio luteinizante (HL) e hormônio folículo estimulante (FSH), hormônio este que estimula o crescimento do folículo. Como agravante, a obesidade é uma doença inflamatória, e provoca aumento de PCR (proteína C-reativa). A concentração aumentada de PCR no fluido folicular de mulheres obesas indica inflamação e estresse oxidativo, o que reduz a qualidade do oócito. A concentração de hormônio antimulleriano (AMH) produzido pelos ovários é baixa na presença de obesidade, indicando reserva ovariana reduzida. Conclui-se que os níveis elevados de insulina na corrente sanguínea (comum em um quadro de resistência à insulina), prejudicam a absorção de energia oriunda da glicose pelos ovários, que por consequência tornam-se desnutridos e não-saudáveis.

 

 

Consequências negativa para os homens:

 

A relação da obesidade com infertilidade masculina está relacionada a piora de diversos parâmetros espermáticos: volume de sêmen, concentração de espermatozoides, percentagem de espermatozoides móveis e percentagem de espermatozoides com morfologia normal.

 

Em homens obesos, os níveis séricos de testosterona são mais baixos, provavelmente em razão da maior conversão de testosterona em estradiol (hormônio que geralmente é mais predominante no sexo feminino) no tecido adiposo. A razão testosterona/estradiol reduzida e os baixos níveis séricos de testosterona têm sido apontados como causa de infertilidade. Da mesma forma que acontece com as mulheres obesas, os níveis de SHBG estão negativamente correlacionados à obesidade.

 

 

 

Como posso ajudar?

 

O nutricionista pode fazer correções do estado nutricional, adequação do peso, diminuição de gordura visceral, melhoramento do quadro de resistência a insulina (e hiperleptinemia),  modulação de nutrientes específicos para o favorecimento da saúde geral e dos órgãos reprodutores, além de outros benefícios individualizados.

 

 

 

Proposta dos atendimentos

  • anamnese completa;

  • avaliação física;

  • avaliação da composição corpórea (gordura/músculo) e estado clínico, aferição de medidas,peso e aferição de pressão arterial;

  • análise do estado nutricional ideal para iniciar a gestação;

  • solicitação de exames laboratoriais (para examinar carências nutricionais ou desequilíbrios);

  • orientação nutricional;

  • elaboração de cardápio individualizado com lista de substituição dos equivalentes;

  • modulação de nutrientes específicos para preparação do corpo para gestação (inclusive órgãos reprodutores);

  • intervenção nutricional individualizada, considerando as particularidades de cada caso (risco de desenvolver durante a gestação: obstipação, edemas, náuseas, pré-eclâmpsia, HAS, diabetes gestacional, anemias, obesidade, baixo peso, etc);

  • atendimento específico para as futuras mamães que já trazem patologias pré existentes;

  • retornos nutricionais, com exames, avaliações, ajustes, correções, adaptações de cardápios, novas metas, etc;

 
 
 

Serviços

 

TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL (TNE)

A alimentação significa muito mais do que uma necessidade fisiológica, ela também está conectada à muitos momentos prazerosos e comemorativos, por isso torna-se também um veículo de socialização. Além disso, o ato de “comer” (levar o alimento até a boca; ingerir alimentos) é instintivo.

Entretanto, para algumas pessoas a via de alimentação tradicional (via oral), se torna impossibilitada por um tempo determinado pela sua evolução clínica (determinada pelo médico assistente).

Você já parou para pensar como as pessoas em coma por meses se alimentam? Para isso, existe a alternativa da Terapia Nutricional Enteral (TNE), na qual a alimentação é realizada através de uma fina sonda, feita de material plástico, macia e flexível, usada para alimentar o paciente e introduzir os medicamentos necessários ao tratamento médico. A TNE pode ter três vias de acesso: nasoenteral, gastrostomia e jejunostomia.

A TNE é regulamentada pela Resolução RDC Nº 63/2000 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que fixa os requisitos mínimos, estabelece as boas práticas e definem a obrigatoriedades.

Após a estabilidade clínica, devido ao alto risco do ambiente hospitalar (desenvolver infecções) e aos benefícios comprovados do aconchego do lar, os médicos por muitas vezes optam por promover a alta hospitalar do paciente.

Sabemos que a TNE não é a maneira mais “comum” de se alimentar, e não são todos os pacientes e familiares que têm instrução e segurança para a administração desse tipo de alimentação em domicílio. É fundamental, no tratamento desses pacientes,  trabalhar o empoderamento e encorajamento dos pacientes e familiares a encarar de maneira mais natural essa nova via alternativa de se alimentar.

 

Você sabia?

 

É comum a perda de peso dos pacientes com SNE (sonda nasoenteral) em âmbito hospitalar. As doenças graves e os traumas têm como ponto em comum o comportamento inflamatório. Eles promovem um estado hipercatabólico, que proporciona perda ponderal e de massa muscular. Apesar do paciente estar em repouso, o seu metabolismo está acelerado como se ele estivesse em uma constante “corrida”. O metabolismo está acelerado devido à tentativa de recuperação do corpo,  causando um grande aumento do gasto calórico e proteico desses pacientes. Cabe ao nutricionista tentar minimizar essas perdas calculando o aporte calórico e proteico ideal para cada caso. Entretanto, infelizmente, no hospital nem sempre a dietoterapia estimada pode ser administrada como gostaríamos: o stress metabólico do paciente, os jejuns prolongados ou constantes (banhos, exames, perdas da posição da sonda, pequenos procedimentos, cirurgias, instabilidade e outras intercorrência) são os precursores da desnutrição hospitalar. Segundo o DITEN (Diretrizes Brasileiras em Terapia Nutricional ), os jejuns são obrigatórios em casos de instabilidades hemodinâmicas e metabólicas, como reafirma o Dr. Paulo César Ribeiro (EMTN do Hospital Sírio Libanês): “Não deve-se iniciar qualquer tipo de nutrição arterial, enteral ou parenteral, em pacientes com quadro de instabilidade hemodinâmica, ou seja, com necessidades crescentes de drogas vasoativas, ou aquelas com distúrbios metabólicos ou acidobásicos grosseiros. É necessário que esses distúrbios sejam compensados previamente. Quando a ressuscitação volêmica, hemodinâmica e metabólica está completa, passa-se à ressuscitação intestinal com uso precoce de nutrição enteral, dentro das condições de tolerância do paciente.” Por isso é comum o paciente chegar em casa com perda de peso, necessitando de uma demanda maior de calorias e proteínas para seu melhor desfecho clínico.

 

As fórmulas enterais artesanais possuem baixa densidade calórica quando comparadas com as industrializadas, por conta das diferentes fontes de nutrientes. Por isso, o paciente pode precisar de volumes maiores para atingir suas necessidades nutricionais, mas nem sempre o paciente pode suportar volumes maiores. Cabe ao nutricionista elaborar a melhor escolha de alimentos com maiores concentrações calóricas e proteicas em volumes menores. Caso não seja suficiente ou pouco tolerado, o familiar pode utilizar alguns suplementos para complementar as necessidades do paciente. Cabe ao nutricionista oferecer-lhes informações sobre as melhores opções existentes no mercado, considerando qualidade e custo/benefício.

 

Como posso ajudar?

O profissional nutricionista é o responsável por essa função, pois tem a formação técnica completa para orientar o paciente e seus familiares, conforme a legislação:

 

O CFN, na Resolução no 304/2003 de 25/02/2003, estabelece critérios para prescrição dietética na área de nutrição clínica, onde: “Compete ao nutricionista a prescrição dietética, como parte da assistência hospitalar, ambulatorial, em consultório de nutrição e dietética e em domicílio ...

 

O nutricionista é responsável pela prescrição dietética da NE. A prescrição dietética deve contemplar o tipo e a quantidade dos nutrientes requeridos pelo paciente, considerando seu estado mórbido, estado nutricional e necessidades nutricionais e condições do trato digestivo” (Resolução No 063/00, parágrafos 5.2.2 e 5.2.3).

 

 

Proposta dos atendimentos

  • Definir o estado nutricional e carências nutricionais do paciente, através da junção de índices e indicadores, sinais e sintomas, de maneira subjetivas e objetivas, chegando à um diagnóstico nutricional

  • Aplicação da anamnese;

  • Exame físico;

  • Exame antropométrico;

  • Exame laboratorial;

  • Definir a terapia nutricional mais indicada para cada indivíduo;

  • Traçar metas nutricionais como medidas corretivas ou preventivas;

  • Elaborar plano alimentar, com as formulações, quantidades, horários;

  • Orientações técnicas para administração da dieta e higienização de maneira didática, ilustrativa e simplista para uma melhor compreensão de todos envolvidos.

 

Aguardo o seu contato para determinarmos juntos o melhor para você, através, de cuidados humanizados, individualizados  e com embasamento técnico. 

JÁ SOU MÃE

(Para mulheres com filhos, desde o aleitamento até a introdução alimentar)

 

Finalmente, após todo o período da gestação, nosso bebê chegou. Podemos tocá-lo, acariciá-lo, ouvi-lo, e experimentarmos outras sensações indescritíveis para quem nunca passou por esse momento tão especial. Porém, para a maioria das mães, é também o momento de maiores dúvidas. Além da importância do momento, que por si só seria um motivo para todas as dúvidas, angústias, medos, ansiedade e outros sentimentos, as alterações hormonais e outros sintomas fisiológicos (pós-parto) colaboram bastante para esse período tão bom e ao mesmo tempo tão difícil. Podemos amenizar, trabalhando em um dos maiores motivos de todas essas dúvidas: a alimentação.

 

Dividiremos os atendimentos em 3 diferentes situações:

 

 

1. Amamentação

 

Inúmeras pesquisas têm demostrado, ao longo do tempo, o efeito protetor do leite materno em relação a mortalidade e à morbidade na infância.

O leite materno é um líquido rico em gorduras, minerais, vitaminas, enzimas e anticorpos que protegem o bebê de doenças e são fundamentais para o seu crescimento e desenvolvimento. É o único alimento que contém todos os nutrientes que um bebê necessita, por isso deve ser sua alimentação exclusiva durantes os primeiros 6 meses de vida. A organização mundial de saúde (OMS) recomenda aleitamento materno pelo menos até os 2 anos. O leite materno repercute para toda vida em relação à estímulos, comportamento, diálogo, segurança, bem-estar (inclusive na maneira como a criança se relaciona com outras pessoas). Além de ser rico em imunoglobulinas, protege o sistema de defesa da criança, diminui alergias alimentares, gripes, infecções diversas, sarampo, diarreia, asma e outras doenças alérgicas e respiratórias. Protege também contra os riscos de doenças crônicas, como obesidade, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes,  doença de Crohn, linfoma, leucemia, etc. É o único alimento que contém água suficiente (mesmo em climas mais secos), gordura saudável, carboidratos, proteínas, vitaminas, prebióticos e probióticos, sais minerais (como cálcio e fósforo) na quantia certa. É prático, está sempre na temperatura ideal, não precisa de esterilização e não tem custo. Estudos comprovaram que crianças alimentadas com leite materno têm menos chances de tornarem-se obesas na fase adulta, além de terem menor risco de má formação da arcada dentária (devido ao trabalho de sucção realizado pelo bebê).

 

Variações importantes podem alterar a composição do leite, dentre elas, o estado nutricional da mãe, seus hábitos alimentares e a composição de sua dieta. Por isso, o acompanhamento nutricional pode ser determinante em vários aspectos, tanto para a mãe quanto para o bebê, direta e indiretamente.

 

 

O que esperar no atendimento nutricional?

 

  • Avaliação do estado nutricional da lactante (mãe);

  • Orientação alimentar para a lactante (o que pode e o que deve ser evitado);

  • Orientação sobre as técnicas para amamentação;

  • Orientar mãe e bebê a “pegar” corretamente no peito;

  • Realização das primeiras avaliações nutricionais no bebê, para certificar que o estado nutricional do bebê está adequado ao aleitamento materno exclusivo (através de peso para idade, altura para idade e peso para o tamanho);

  • Orientação à lactante em relação as práticas que devem ser evitadas para evitar o desmame precoce;

  • Como evitar mamilos dolorosos/ trauma mamilar;

  • O que fazer em caso de trauma mamilar;

  • Se necessário, ofertar substâncias e condutas que podem estimular a produção de leite;

  • Orientações sobre ordenha, armazenamento, preparação para uso, e como ofertar o leite já ordenhado.

 

IMPORTANTE: Essas orientações poderão ser oferecidas no consultório, ou através de palestras, e/ou home care (domicílio), orientando também sua facilitadora das atividades domésticas.

 

 

2. Mães que não podem ou não conseguem amamentar

 

Em muitos casos, por diversos fatores, a amamentação não é possível de ser realizada. Como exemplos, crianças com diagnóstico de fenilcetonúria ou galactosemia, mãe com HIV+ (vírus da imunodeficiência humana – causador da AIDS) ou HTLV+ (pertence à família dos retrovírus, a mesma do HIV), mãe com diagnóstico de varicela (5 dias antes e 3 dias após o parto), mãe com herpes mamilar (temporariamente, enquanto persistirem as lesões), genitoras que fazem uso de alguns medicamentos, que fizeram cirurgia de redução mamária, além das mães que simplesmente não se adaptaram ao processo de amamentação (muito comum).

Isso não deve ser considerado um problema. Sabemos o quanto o aleitamento materno é importante (pessoalmente, amamento até hoje), mas em caso de impossibilidade, as indústrias de tecnologia alimentar estão, cada vez mais, aprimorando e diversificando os tipos de fórmulas. Cabe ao profissional nutricionista conhecê-las para orientar as mães da melhor maneira e minimizar quaisquer consequências, garantindo crescimento ideal para idade, ganho de peso ideal para idade e ganho de peso ideal para o tamanho, além do bom hábito intestinal, ritmo urinário correto, menos refluxos do conteúdo gástrico (golfos),  menos cólicas, dermatites e outras manifestações de alergias e intolerâncias alimentares.

 

O que esperar no atendimento nutricional?

 

O nutricionista poderá orientá-la a usar o tipo de fórmula láctea ideal para a particularidade do seu bebê. Ex.:

 

  • Formula I - Fórmula de partida;

  • Formula II - Fórmula de seguimento;

  • Formula III - Fórmula de transição;

  • Leite adaptado - Para crianças maiores de 1 ano.

 

Além de fórmulas específicas para cada situação:

 

  • Alergias à proteína do leite;

  • Intolerância à lactose;

  • Prematuridade ou baixo peso excessivo;

  • Portadores de cardiopatia;

  • Diarreias;

  • Obstipação (prisão de ventre);

  • Cólicas;

  • Refluxo (golfo excessivo);

  • Suplementos e módulos (quando necessário).

 

Junto às orientações sobre os tipos de fórmulas, realizaremos as primeiras avaliações nutricionais no bebê, para certificarmos que o estado nutricional está adequado ao leite sugerido (através de peso para idade, altura para idade e peso para o tamanho), exames físicos, ritmo urinário, intestinal, relatos da genitora, além de orientações sobre preparo e higienização correta das mamadeiras e demais utensílios.

 

IMPORTANTE: Essas orientações poderão ser oferecidas no consultório, ou através de palestras, e/ou home care (domicílio), orientando também sua facilitadora das atividades domésticas.

 

3. Bebês com 6 meses ou mais

 

A partir do 6º mês de vida extra uterina, é necessária a introdução de outros alimentos além do leite materno. A alimentação complementar é o período da introdução de novos alimentos, abrangendo o conjunto de alimentos, além do leite materno, oferecidos durante o período de aleitamento. O aleitamento deve ser mantido até os 2 anos de vida, porém exclusivo até o 6º mês, pois após esse período o aleitamento exclusivo já não lhes ofertará nutrientes suficientes. O alimentos complementares podem ser chamados de transicionais quando são especialmente preparados para a criança até que ela possa receber os alimentos na mesma consistência da família (chamados de alimentos modificados, ou “da família”). É comprovado cientificamente que os hábitos alimentares se formam no útero materno (através das preferências alimentares da mãe durante a gestação), e a segunda etapa de formação é no período de transição alimentar, mais especificamente do 6º mês até o 2º ano de vida. 

Uma dieta ideal para seu filho, requer uma grande variedade de alimentos, porém com todas as mudanças na rotina advindas da maternidade, nem sempre é possível a aquisição de alimentos frescos diariamente. Além disso, muitas hortaliças são extremamente perecíveis. O ideal é utilizarmos de métodos que garantam a conservação desses alimentos em casa, preserve suas propriedades e tenha praticidade.  A ordem de introdução dos grupos alimentares,  os temperos que podem ser introduzidos, a evolução das consistências  são outras grandes dúvidas e inseguranças compreensíveis das mães.  O acompanhamento nutricional garantirá o estímulo ao empoderamento materno e condutas mais assertivas para a evolução segura do seu bem maior. 

 

 

O que esperar no atendimento nutricional?

 

  • Orientação quanto a hidratação;

  • Orientação em relação aos alimentos que devem ser iniciados;

  • Orientação em relação às quantidades de iniciação;

  • Orientação em relação às consistências ideais e suas diferentes fases;

  • Método de estimulo à independência da criança e prazer na hora da refeição;

  • Orientação em relação aos alimentos e grupos alimentares que devem compor uma refeição infantil completa (variedade, quantidade, qualidade, harmonia, e proporção);

  • Orientação sobre os temperos;

  • Métodos de preparo;

  • Métodos de conservação natural de alimentos, porcionamento e armazenamento, que vão garantir uma variedade de alimentos, qualidade nutricional e praticidade do dia a dia;

  • Receitas e dicas sobre diversos tipos de cardápios e seus preparos específicos.

 

IMPORTANTE: Essas orientações poderão ser oferecidas no consultório, ou através de palestras, e/ou home care (domicílio), orientando também sua facilitadora das atividades domésticas. Oferecemos um programa domiciliar de preparo de papinhas, receitas, métodos e outros tipos de informações necessárias para o melhor aproveitamento dos alimentos e seus nutrientes.

ESTOU GRÁVIDA

(Para mulheres em qualquer fase da gestação)

 

 

Cada gestação é única, com suas particularidades e necessidades e, quando não bem acompanhada, pode trazer riscos para a gestante e o bebê. Aproximadamente de 10 a 20% das gestantes têm gestações consideradas de alto risco. A assistência nutricional durante o pré-natal é essencial para identificar fatores de risco, possibilitar interferência profilática, auxiliar no tratamento de intercorrências ou doenças e, sobretudo, promover educação nutricional, garantindo dessa forma um adequado desfecho obstétrico e materno fetal.

Durante a gestação cada corpo passa por um processo de adaptações fisiológicas e metabólicas, capazes de conciliar o aumento das necessidades fisiológicas da grávida com o adequado crescimento fetal. Por isso, um bom acompanhamento nutricional, deve ser realizado de forma responsável e individualmente.

 

 

Você sabia?

 

Os estudos atuais mostram que a formação embrionária é primordial para definir as “tendências” da saúde ou doenças até a vida adulta. É durante a sua formação gestacional que estão se formando as codificações genéticas boas, ou ruins.

A nutrição na gestação caracteriza-se não somente por cálculos de quantidade calórica e ganho de peso recomendado, mas também o comprometimento com a qualidade e o modo como essas calorias se distribuem em cada gestante, individualmente, com suas particularidades e pelos diferentes períodos de suas gestações. Apesar das calorias serem necessárias ao crescimento fetal, são os micronutrientes (vitaminas e minerais) que, muitas vezes, regulam os processos genéticos, modelando a expressão gênica e, consequentemente, a proliferação celular saudável.  Além disso, estudos comprovaram que as preferências alimentares da criança estão diretamente relacionadas com a alimentação da mãe durante a gravidez.

 

Tanto a desnutrição quanto a obesidade gestacional podem pôr em risco a vida e a saúde do bebê e da genitora. Quando falamos de desnutrição, erroneamente nos remetemos somente ao baixo peso, porém trata-se principalmente das deficiências de nutrientes, assim como o sobrepeso não significa que a pessoa está com excesso de nutrientes. Muitos pacientes com obesidade chegam ao excesso de peso consumindo o que chamamos de “calorias vazias”, que são alimentos com elevado teor calórico porém baixo teor de vitaminas e minerais, além do elevado consumo de sódio, colesterol, etc.  Pessoas com obesidade, apesar do elevado consumo de alimentos, muitas vezes apresentam quadros de hipovitaminose (deficiência de vitaminas), disbiose (desequilíbrio entre os organismos benéficos e patogênicos do intestino), que dificulta absorção das vitaminas, além de deficiência de cálcio e outros nutrientes fundamentais.

 

 

Consequências graves da desnutrição gestacional:

 

  • menor expansão do volume plasmático;

  • redução do fluxo plasmático e oxigênio para o feto;

  • retardo de crescimento intrauterino;

  • prejuízo neurológico para o bebê;

  • prejuízo do sistema imunológico do bebê;

  • probabilidade maior de desenvolvimento de anemia gestacional*;

  • redução do peso ao nascer (aumento do tempo de internação).

 

 *“A anemia na gestação está associada ao aumento do risco de infecção materna, restrição de crescimento fetal e rotura prematura de membranas amnióticas” Rezende, et al (2011).

 

Consequências graves da obesidade gestacional:

 

  • diabetes gestacional (que pode se tornar crônica no pós-gestação, tanto para mãe, quanto para o bebê);

  • hipertensão;

  • aumento do risco de eclampsia;

  • aumento do risco de descolamento de placenta;

  • aumento do risco de parto prematuro;

  • obesidade no bebê e suas futuras consequências.

 

Além das consequências clínicas, a obesidade gera bastante desconforto no âmbito estético, dificultando a recuperação da forma física pré-gestacional, o que pode trazer transtornos para muitas mulheres, principalmente no âmbito psicológico, como autoestima, etc.

 

Como posso ajudar?

O nutricionista pode detectar estados nutricionais comprometidos, com ganho ponderal insuficiente ou excessivo para IG, fazer correções do estado nutricional, adequação do peso, promover estado nutricional adequado para a mãe, facilitando o trabalho do obstetra e diminuindo o risco de intercorrências garantindo um parto mais tranquilo e seguro, promoção do peso adequado para o recém-nascido e melhora na recuperação pós-parto, inclusive na recuperação do corpo/físico para sua forma anterior à gestação.

Proposta dos atendimentos

  • anamnese completa;

  • avaliação física;

  • avaliação da composição corpórea e estado clínico com adipômetro, aferição de medidas,peso e aferição de pressão arterial;

  • análise do estado nutricional;

  • traçar estratégia de ganho ponderal ideale favorecer o ganho de peso adequado.

  • solicitação de exames laboratoriais (para examinar carências nutricionais ou desequilíbrios);

  • orientação nutricional;

  • elaboração de cardápio individualizado com lista de substituição dos equivalentes;

  • modulação de nutrientes específicos para a gestação (inclusive para o bebê);

  • intervenção nutricional individualizada, considerando as particularidades de cada caso (risco de desenvolver durante a gestação: obstipação, edemas, náuseas, pré-eclâmpsia, HAS, diabetes gestacional, anemias, obesidade, baixo peso, etc);

  • atendimento específico para gestantes que já trazem patologias pré existentes;

  • retornos nutricionais, com exames, avaliações, ajustes, correções, adaptações de cardápios, novas metas, etc;

Outros (pediatria/adulto):

CONSULTORIA NUTRICIONAL PARA BERÇÁRIOS/ESCOLAS

O acompanhamento nutricional garantirá o estímulo ao empoderamento infantil e condutas mais assertivas para a evolução segura da criança. Considerando o grande desafio de incorporar o tema da alimentação e nutrição no contexto escolar, com ênfase na alimentação saudável e na promoção da saúde, reconhecemos a escola como um espaço propício à formação de hábitos saudáveis e à construção da cidadania. A ciência comprova que os hábitos alimentares se formam no útero materno (através das preferências alimentares da mãe durante a gestação), sendo a segunda etapa da formação do paladar o período de lactação, e a terceira etapa a fase de transição alimentar, mais especificamente do 6º mês até o 2º ano de vida, ou seja, o período em que se inicia a frequência escolar abrange uma etapa importante da formação das preferências nutricionais do indivíduo. A alimentação no ambiente escolar pode e deve ter função pedagógica, devendo estar inserida no contexto curricular, não se reduzindo à questão puramente nutricional, mas também como um ato social, inserido em um contexto cultural. A educação nutricional, quando adequadamente instituída na infância, terá repercussão positiva durante toda a vida do ser humano, no âmbito nutricional, psicológico e social.

Resoluções e portarias

  • Resolução CFN No 465/2010“Dispõe sobre as atribuições do Nutricionista, estabelece parâmetros numéricos mínimos de referencias no âmbito do Programa de Alimentação Escolar (PAE) e dá outras providências.”

  • Resolução No 26, de 17 de julho de 2013. Ministério da Educação“Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar- PNAE.”

  • Portaria internacionalNº1.010 DE 8 DE MAIO DE 2006"Institui as diretrizes para a promoção da alimentação saudável nas Escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes públicas e privadas, em âmbito nacional.”

 

Objetivo

  • Garantir aos pais, responsáveis e à escola a qualidade nutricional (segurança alimentar, sabor agradável e conteúdo nutricional);

  • Promover aos alunos uma base nutricional infantil de forma lúdica e didática, respeitando as diferentes idades cronológicas.

 

Atribuições do nutricionista

 

  • Coordenar, supervisionar e executar ações de educação permanente em alimentação e nutrição para a comunidade escolar;

  • Planejar, elaborar, acompanhar e avaliar o cardápio da alimentação escolar com base nas faixas etárias;

  • Propor e realizar ações de educação alimentar e nutricional, inclusive promovendo a consciência ecológica e ambiental, articulando-se com a direção pedagógica da escola para o planejamento de atividades com conteúdos referentes à alimentação e nutrição;

  • Elaborar fichas técnicas das preparações que compõem o cardápio;

  • Planejar e orientar sobre a seleção dos insumos, armazenamento, produção e distribuição dos alimentos, zelando pela qualidade, quantidade e conservação dos produtos;

  • Planejar, coordenar e supervisionar técnicas que avaliem a aceitação das preparações elaboradas;

  • Participar do processo de avaliação técnica dos fornecedores, bem como da aquisição de utensílios, equipamentos, produtos de higienização e desinfecção;

  • Elaborar e implantar Manual de Boas Práticas e POPs;

  • Participar da capacitação dos funcionários envolvidos no processamento dos alimentos, inclusive aplicando treinamentos;

  • Outras atribuições poderão ser desenvolvidas, de acordo com a necessidade, complexidade do serviço e disponibilidade da estrutura operacional.

 

Metodologia

 

  • através de assessoria nutricional*, realizar visitas técnicas, com carga horária de acordo com a necessidade da instituição;

  • executar todas as atividades descritas nas atribuições acima, implantando e mantendo todo o projeto alimentar/nutricional por completo;

  • preparar conteúdos e materiais didáticos relacionados à nutrição/alimentação saudável, permitindo aos professores a abordagem desse tema;

  • promover palestras aos pais, otimizando a continuidade dos conteúdos oferecidos às crianças no ambiente escolar;

    • Exemplos de tema: “Como montar uma lancheira saudável”, “Alimentação x empoderamento”, etc.

   *Definição de assessoria nutricional: serviço realizado por nutricionista habilitada que, embasada em seus conhecimentos, habilidades e experiências, assiste tecnicamente à pessoas física e jurídica, planejando, implementando e avaliando programas e projetos em atividades específicas na área de alimentação e nutrição, bem como oferecendo soluções para situações relacionadas à sua especialidade, no entanto, sem responsabilidade técnica. 

Referências Bibliográficas

 

  • Crosignani PG, Colombo M, Vegetti W, Somigliana E, Gessati A, Ragni G, Overweight and obese anovulatory patients with polycystic ovaries: parallel improvements in anthropometric indices, ovarian physiology and fertility rate induced by diet. Hum Reprod. 2003 Sep;18(9):1928-32.

 

  • Alberty KG, Eckel RH, Grundy SM, Zimmet PZ, Cleeman JI, Donato KA, et al. Harmonizing the metabolic syndrome: a joint interim statement of the International Diabetes Federation Task Force on epidemiology and prevention; National Heart, Lung and Blood Institute; American Heart Association; World Heart Federation; International Atherosclerosis Society; and International Association for the Study Of Obesity. Circulation. 2009 Oct;120(16):1640-5.

 

  • Michalakis K, Mintziori G, Kaprara A, Tartatzis BC, Goulis DG. The complex interaction between obesity, metabolic syndrome and reprodutive axis: a narrative review. Metabolism 2013 Apr;62(4):457-78.

 

  • Kasturi SS, Tannir J, Branningan RE. The metabolic syndrome and male infertility. J Androl. 2008 May-Jun;29(3):251-9.

 

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